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10 passos para obter um bom resultado na Mixagem!

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10 passos para obter um bom resultado na Mixagem!

A primeira recomendação é OUVIR, OUVIR, OUVIR e a sua Gravação tem que ser a melhor possível!!!

Este post irá dizer-lhe tudo o que você precisa saber sobre Mixagem! OK?  Não mesmo ! 🙂

Se isso fosse possível, não haveria necessidade de eu fazer esse texto! Na verdade, o texto não vai sequer arranhar a superfície de tudo o que há para se dizer sobre música e mixagem de áudio – mas a idéia é mostrar dez passos fundamentais que – se você segui-los – vai permitir que você faça sua mixagem soar melhor e atingir bons resultados possíveis com a sua música e produções de áudio. Mas antes de chegarmos aos passos, aponto algumas coisas que na maioria das vezes não importam. Pelo menos, não tanto como os itens da lista de 10!

Algumas coisas que não são importantes para alcançar uma grande mixagem:

  • estúdios especiais ou um tratamento acústico caro.
  • equipamento de gravação caríssimo.
  • Certos plug-ins ou softwares que são o “must”.
  • “Golden Ears”.

Porém não há nada de errado em se ter qualquer uma dessas coisas, só ajuda! 🙂

Um estúdio dedicado construído propositadamente com tratamento acústico cuidadosamente calculado é uma coisa bonita, especialmente com um engenheiro que sabe como tirar o melhor proveito acústico – pois o tratamento acústico eficaz irá tornar sua vida muito mais fácil. Mas eles são essenciais para fazer uma grande gravação? Não.

Da mesma forma, quanto mais caro o equipamento que você usa, é provável que a qualidade seja mais confiável, mais robusto e etc. Mas com a tecnologia moderna atual também significa que você pode obter excelentes resultados, mesmo com um orçamento limitado. Alguns plug-ins soam melhor do que outros, sem dúvida. Mas o melhor nem sempre são os mais caros – na verdade, ás vezes existem alguns plug-ins bons e que são free!!!

Você precisa, lógico,  ter uma boa audição para ser um engenheiro ou um produtor – mas você não precisa ser um “Golden Ears”.  Ás vezes em termos de audição, você encontra Clientes que ouvem tão bem como engenheiros de mixagem!

Você precisa além de bons ouvidos, ter foco, determinação e atenção ao detalhe críticos – e, esses são alguns dos atributos de um bom produtor.

Então, vamos aos 10 passos  importantes na Gravação, para se obter grandes Mixagens, o tempo todo.

  1. Grave até obter bons e melhores takes! Atenção para os níveis de sinal quando gravando!
  2. Grave com os melhores músicos que puder, com instrumentos bons_decentes.
  3. Use os melhores Monitores que puder encontrar, mas aprenda como varias musicas de sua preferencia soam através deles para você obter uma boa referencia, inclusive quando estiver gravando!
  4. Encontre um espaço com grande sonoridade para gravar. (que acrescente cores, brilhos, amorteça o som, etc.)
  5. Use os melhores microfones que puder na gravação _ conheça-os!
  6. Ensaie muito os músicos antes de gravar, e certifique-se que o arranjo tenha um som equilibrado.
  7. Leve tempo para obter o posicionamento dos microfones, ache as melhores posições, ouça o som na posição que você vai colocar o Mic.
  8. Faça o som gravado da sala  soar tão bom quanto possível nos seus monitores.
  9. Invista bastante tempo na edição, ajuste e mixagem.
  10. Lembre-se – maior atenção e foco aos detalhes na gravação e depois na Mixagem_essa é a chave!

E é isso !

Se você puder seguir esses passos, é certo que suas mixagens soarão melhores e talvez fantásticas!!!

Parece fácil dizer, mas difícil de fazer? Bem, você pode ter razão, afinal dizem que Mixar é uma Arte! 🙂

Mas aqui está a boa notícia – mesmo que  você não consiga seguir todos os passos em todos os casos, ainda é possível funcionar. Mesmo em um espaço de gravação ruim, uma cuidadosa colocação de Mic´s  pode ajudar. Mesmo microfones baratos podem dar grandes resultados, se você usá-los bem, conheça bem a curva de captação do Mic, e você tirará um som melhor.

E há uma variável comum que influencia essas regras de forma constante – o Tempo!

  • Tire um tempo para encontrar grandes sonoridades dos monitores. Ouça bem e sempre com foco!
  • Tire um tempo para encontrar um bom local para a gravação – conheça a sala que você vai gravar, pode ser algum ponto dentro do estúdio, em que você não dê importância, onde o som é brilhante ou é “dark”, ou reverbera muito ou pouco, avalie em função do arranjo final e do foco da musica. Se você utiliza isso ao seu favor, com certeza você estará facilitando e deixando sua mixagem melhor, com menos processamento artificial.
  • Tal como monitores, bons microfones não precisam ser caros. Por exemplo, você pode obter um som de bateria ambiente fantástico usando um único microfone PZM – desde que o kit esteja em um  espaço de boa sonoridade. Conheça bem seus Mic´s (curva de captação e diagrama polar) e seus instrumentos a serem gravados!!!
  • Tire um tempo para ensaiar os artistas adequadamente. Colocar alguém gravando sobre pressão sem estar preparado só arruinará a qualidade do som, e você terá que fazer muitos takes, e isso significará também mais horas de estúdio e um custo maior no seu projeto, ainda mais se você fôr o Produtor!!! Certifique-se que os músicos estejam tão bem preparados quanto possível antes de você chegar nesse ponto.
  • Tire um tempo para trabalhar no arranjo – que instrumentos tocam juntos e quando, e o que eles tocam. A melhor maneira de se certificar que tudo é audível em uma mixagem, é ter a certeza que cada instrumento estará em seu próprio espaço musicalmente. Se você fizer isso, sonoramente tudo vai cair certinho no lugar quando você for mixar.
  • Tire um tempo no posicionamento dos mic´s. Experimente, pois ás vezes movendo um microfone 50 a 100 mm vai fazer mais diferença do que a compensação através dos seus pré-amplificadores, sua mesa(console), placa de som e plug-ins todos juntos. No caso dos Overheads na captação dos Cymbals-Pratos uma distancia dos Mic´s de 30 cm ou 90 cm ou 1,2 m em função da “mão” do baterista e da altura do teto fará uma grande diferença eliminando os sizzle_chiados e captando apenas a vibração pura dos pratos _ teste as distancias e ouça o som que sai nos monitores!
  • Observe e analise o momento em que você obtém um grande  take gravado … nenhuma edição digital moderna oferece uma melhoria como a que foi gravada, então é muito importante você saber reconhecer que uma performance original excelente não poderá ser melhorada numa edição posterior.
  • Tire um tempo para obter todos detalhes em todas as fases e tudo cairá direito em seu lugar na mixagem. Muitas vezes você vai ouvir as pessoas perguntando “que plug-in que eu preciso para chegar em minhas gravações de som como do Led, do Green Day, etc” – de fato as vezes esse pessoal nem sabe que quando as gravações foram feitas não foram usados plug-ins ou nem existiam!!!

É claro que sabemos que no mundo real , não podemos obter todas essas coisas certas no tempo todo – e é por isso que há dicas , truques, regras de ouro e sugestões para tornar cada etapa mais fácil – e, talvez ainda mais útil, e com certas maneiras de lidar com algo que está errado.

Ok, o objetivo aqui com essas dicas, é que você tenha em mente esses dez passos – e sempre se lembrar de que na Mixagem, o tempo para OUVIR é muito importante!  Se o que você OUVE soa bem contra uma referencia, então provavelmente seu mix estará bom!!!.

Até a próxima!

O PROCESSO DE GRAVAÇÃO EM ESTUDIO!


cab-materiaO PROCESSO DE GRAVAÇÃO EM ESTUDIO!

O objetivo do texto de hoje é dar um idéia rápida, sem muito detalhe técnico para muitos, sobre a diferença e os processos principais na gravação musical e fabricação seja para impressão em vinyl, CD ou outro meio de audição.

Boa leitura!

Três são os passos principais, no processo de gravar uma música:

Gravação

Mixagem

Masterização

 

1_Gravação ou Tracking

Gravação é essencialmente o processo de gravar músicas em estudio e é o primeiro passo na obtenção de um som para ser ouvido no vinyl, no CD, nos ipod´s/ipad´s e outros leitores de audio disponíveis.

O nome em ingles é “Tracking” e vem do fato de que cada instrumento é gravado individualmente, tendo a sua própria “track/trilha” na mixagem, de modo que o equilíbrio e som de cada um possa ser controlado mais tarde, aumentando volumes, deixando mais grave, mais agudo, com efeitos etc…

Originalmente, “track” se referia a fita analógica de largura fina, que armazenava o audio, hoje, no sistema digital normalmente o audio fica num arquivo em disco rígido via computador.

As gravações podem ser “ao vivo”, com todos os musicos tocando ao mesmo tempo; ou um instrumento de cada vez; ou uma mistura dos dois processos.

A escolha depende ás vezes do local, se o estudio é grande ou pequeno, da facilidade e disponibilidade dos musicos; um exemplo foi o disco “Duets” de Frank Sinatra, onde apenas um ou outro artista gravou junto com ele, a maioria gravou em estudios pelo mundo e dai foi enviado o arquivo para os estudios da Capitol, onde Frank gravava a voz principal!

Os objetivos mais importantes na Gravação são:

  • Gravar em um grande espaço – muitas vezes um estúdio de gravação com área maior que 100m²…isso possibilita diversas colorações nos sons gravados, em função da distancia entre instrumentos, dos materiais das paredes e tetos.
  • Obter o melhor som para cada instrumento ou voz através de uma boa escolha de microfones e o posicionamento destes da fonte sonora.
  • Evitar o vazamento entre instrumentos, ou seja obter uma boa separação entre os instrumentos para permitir um maior controle na fase de mixagem.
  • O mais importante – obter um ótimo desempenho de musicos e cantores!

Se você tem interesse ou esta planejando gravar em um estúdio, NÃO PERCA o próximo post que publicaremos:

“10 passos para obter uma boa gravação e mixagem.”

 

2_Mixagem

A Mixagem é o processo de “misturar” todas as trilhas individuais feitas na gravação, para criar uma versão da musica que deverá soar tão bem quanto possível – tambem chamamos de “mix”.

O processo pode incluir:

  • Editar e equilibrar os níveis das trilhas que foram gravadas.
  • Ajustar o som de cada instrumento ou voz utilizando equalizadores , compressores, e outras ferramentas de melhoria de timbres.
  • “Efeito panning” é o posicionamento dos instrumentos nas trilhas em espaços diferenciados de forma a criar uma “imagem” estéreo entre os alto-falantes.
  • Adicionando efeitos como reverb, harmonizer, exciters e outros efeitos para realçar ou “assentar” as trilhas gravadas no “mix”.

Na Mixagem muitas vezes também é necessario uma boa dose de edição – escolher as melhores partes de cada take de uma música, e às vezes até a construção de elementos musicais a partir do zero, via MIDI por exemplo. Às vezes, existe tanta edição envolvida que se forma uma fase bem separada entre o que foi gravado e a mixagem.

 

3_Masterização

Masterização é o processo de encadear uma seleção de musicas em um álbum (ou único ou lista de reprodução, ou podcast …etc) e combiná-los para criar um master final para impressão.

Alem disso, o processo deve fazer a sua música soar o melhor em termos de volume e coesão das trilhas e instrumentos.

Na mixagem você está equilibrando os instrumentos para obter um grande “mistura” em cada música, na Masterização você está equilibrando as musicas entre si obtendo uma grande sequência com um mesmo volume aparente.

Esse processo é muito sutil, envolvendo pequenos ajustes para “polir” as mixagens existentes, por meio de ajustes em pequenos problemas de mixagem, ou em alguns casos, quando possivel, restauração drástica destes problemas.

Basicamente a Masterização envolve:

  • Manter o nível e equilíbrio tonal (EQ) das musicas
  • Controlar o range dinâmico – como o volume é alto e/ou suave em cada parte da musica, para manter o interesse do ouvinte, dar “punch/ “força” á musica.
  • Edição de “picos e vales” – Ajustar o início de um fim de cada musica_fade in/fade out, as lacunas, enfim criar uma sequência convincente.
  • “Consertar” quaisquer problemas pendentes possíveis oriundos da mixagem…quando não é possível, devolve-se para remixar a musica.
  • Criação de um master de fabricação confiável, incluindo informações como PQ, os códigos UPC / EAN, ISRCs, CD-Text, etc.

 

Dito tudo isso …

Na realidade, a fronteira entre esses diferentes processos é frequentemente tão próxima a ponto de não ser possível definir bem claro essa fronteira em muitos casos!

No inicio dos anos 60 os tres processos eram feitos todos praticamente no mesmo estudio, eram grandes gravadoras e cada uma fazia tudo “em casa”.                                                                                        

Nos anos 80 com a aproximação e mesclagem entre o analógico e digital, a gravação e mixagem eram feitas em um estudio e as masterizaçoes em outros estudios especializados, que surgiram só para esse processo.

Agora nos anos 2000, devido á facilidade no campo digital de SW´s, simuladores, computadores e o custo baixo desses equipamentos, muitos estudios e home studios voltaram a fazer os 3 processos “em casa”, ou seja, gravam, mixam e masterizam seus trabalhos.

Com a queda de venda dos CD´s e surgimento de plataformas de audio que vendem e reproduzem CD´s por faixa, a fabricação convencional de gravar 10 ou 12 musicas vem diminuindo, passando os artistas a gravarem EP´s (3 a 6 musicas) ou singles, e colocam o material em faixas nas plataformas de vendas de audio.

Enfim, foi a partir do final dos anos 60, com artistas como os Beatles, que a mixagem gradualmente tornou-se  um processo mais e mais criativo interagindo até fora de seus dominios. Hoje é comum parte de um mix  interagir com trilhas sendo gravadas e muitas vezes a edição e mixagem ajudar a moldar ou formatar a forma como as músicas são escritas e compostas.

Assim, a gravação, mixagem e masterização podem agora, serem todos parte da mesma sessão. O que não significa que não seja util você saber a diferença entre estes processos!

 

Até a próxima!

Plano de Negocio! É importante?


cab-materiaPlano de Negócio! É importante?

Nesses tempos bicudos, muitos se aventuram a fazer um trabalho por conta própria, é louvável, mas de repente o sujeito pega toda a indenização que recebeu e aplica em um sonho que poderá em alguns meses tornar-se um pesadelo!

 

Primeiro, para se estabelecer em qualquer ramo, mesmo de simples comercio/serviços, você deve fazer um plano de negócio do seu Negócio. Não vou aqui elaborar toda a teoria de Marketing, mas de forma rápida e prática dar algumas coordenadas de como você deve pensar sobre o assunto antes de “queimar” sua reserva financeira.

 

Para qualquer negocio, você deve inicialmente pensar em ter um caixa ou um capital de giro de pelo menos 3 meses. O que é isso? Depois de somar todo o valor que vai ficar para você iniciar seu negócio, é necessário ter um adicional equivalente ao seu custo fixo e /ou estoque se for o caso para poder “girar” o seu negocio, devido á variação do mercado, aos recebimentos devido á vendas a prazos, inadimplência, estoques, etc.

 

Vamos exemplificar: Simulação de alguém que vende Serviços, você vai precisar de:

 

1 – Custo mínimo para funcionar seu negócio:

 

.um espaço: uma sala 20 m²,alugada _R$ 800./mês.
.Investimento em mesas, cadeiras, armários, computadores, etc. R$ 2000.-(amortizado em 2 anos), então R$ 2000 : 24 meses =~R$ 84./mês
.Gasto com energia (elétrica,H2O), manutenção, impostos, etc. R$ 1500.-/mês
.Outras despesas $ 850.-/mês
.Custo com pessoal ~ R$ 5000(sua retirada/parte lucro) + R$ 880.-(um auxiliar) =R$ 5880.-/mês
Somando tudo teremos um gasto mensal de = 5880+800+84+1500+850= R$ 9114./mês.

 

2 – Capital de giro

 

.Capital de giro para 3 meses = 3 x 9114 = ~ R$ 27 500.-

Em teoria você precisaria de ~ R$ 9200.- para iniciar seu negócio, ou R$ 4114 se considerarmos que você não fará sua retirada nos primeiros meses do negocio! Mas, seu capital de giro deve ser pelo menos 3 meses (R$ 27 500) para girar seu negócio caso não entre todo volume de serviço que você planeja!!!!

Ok, esse item é apenas pra você começar a “tocar sua empresa”. “Mas quanto devo cobrar?  Ora tem um cara que faz esse trampo igual ao meu e cobra R$ 80./hora, então vou cobrar R$ 75./hora !” Será que esse valor contempla todos os seus custos mensais de forma que você não tenha prejuízo?

Vamos verificar: Quantas horas você vai trabalhar no mês? Vamos considerar que você trabalhará de 2ª.f a 6af._ 6h/dia; Sábado 5 h/dia.

Então: (5 d/s x 6h/d x 4s) + (5h/d x 4s) = 120 h/mês + 20 h/mês = 140 h/mês.
Se você tiver ocupação/trabalhar 100% das horas você terá 140 h/m x 75 R$/h = R$ 10 500.-/mês…
Esse valor cobrirá seus custos e você ainda tem um ganho de R$ 1386.- ~ 13 % de ganho adicional!

Mas, e se você não ocupar 100% das suas horas planejadas?
A conta que devemos fazer primeiro, é qual seria o preço/hora mínimo que deveríamos cobrar, trabalhando a 100%, 70% e a 50 %, e dai comparar com seus concorrentes.
Não podemos colocar um preço menor, e nem maior que o do mercado sem saber se vamos ter lucro, empatar ou prejuízo!!!

Para saber, calculamos assim:
Nosso gasto mensal total é R$ 9114 – nossas horas trabalhadas máximas no mês serão 140h.
Então 9114R$/mês: 140 h/mês = R$65,10/hora!
Esse é o nosso preço mínimo que podemos cobrar se trabalharmos 100% das horas e que cobrirá todos nossos custos! Acima desse valor sempre será ganho adicional pra você!

E se eu trabalhar só 70% das horas? Dai nosso preço/hora seria => 9114R$/mês: (140 x 0,7) = R$ 93/hora!!!!

Nossa!!! E se o mês for ruim e eu trabalhar só 50 %?
Daí o seu custo / hora seria => 9114R$/mês: (140 x 0,5) = 130 R$/hora!!!!

Em teoria, como você não poderá cobrar mais do que seus concorrentes, então o cálculo que fazemos para ver se você está no prejuízo ou empatando é o seguinte:
Digamos que você está cobrando R$ 75./h; então no mês só 70% das horas… (140 x 0,7) = 98 horas trabalhadas, então você faturou : 98 h x R$ 75./h = R$ 7350./mês o prejuízo foi de ((1 – (7350 : 9114)) x 100) = 20%!!

E se o mês foi ruim e você trabalhou só 50 % das horas?
Daí você faturou: 70 h x R$ 75./h = R$ 5250./mês !!!

Nesse caso o prejuízo seria de ((1 – (5250 : 9114)) x 100) = 43%!!

 

Conclusão:

  • Você deve sempre preencher 100% das horas planejadas para saber quanto deve cobrar por hora!
  • Você tem que saber qual é o seu preço/hora de venda mínimo, para não ter prejuízo, e também para tomar decisões estratégicas de bater preços de seus concorrentes!
  • Quando você não conseguir preencher suas horas planejadas, você deve reduzir os seus custos para manter o equilíbrio no seu preço/hora.
  • Para ter uma clareza dos seus dados, você deve manter um sistema de Entrada & Saída de todos seus débitos, créditos e as horas reais utilizadas de forma que a comparação Real : Planejada seja sempre maior que 1! Para registros das atividades de mini microempresário um sistema via Excel é suficiente.
  • Perceba que se você tiver durante 3 meses 20% de prejuízo, você estará acumulando R$ 5292.- que estará “sangrando” do teu capital de giro, ou seja se você persistir nesse prejuízo, e os débitos ficarem nos valores planejados e nada for feito para equilibrar o débito, em aprox. 5 meses seu capital de giro vai a zero, o que significaria quase a falência, ou você teria que arrumar capital via banco o que colocaria você num patamar melhor, mas perigoso pois estaria a mercê de uma hipoteca bancária se o equilíbrio dos custos não for obtido! Evite Bancos!

Espero ter esclarecido com esse exercício simples, mas de conteúdo bem prático, e boa sorte no seu empreendimento!

 

Gravação de Show ao vivo!


cab-materiaGravação ao vivo @Pal G Studio do Show Sara Bonfim _ 29 de Julho 2016  no CIAEI.

Vou aqui narrar as peripécias feitas para gravar o show naquele dia.  Por uma falha de comunicação, ao chegarmos no teatro para o set-up verificamos que não haveria um Split do audio para gravarmos independente da mixagem do PA do show, ou seja eu iria receber o sinal que estaria sendo enviado ao publico, e portanto estaria subordinado á variação dinâmica (EQ,CMP,FX, etc) do técnico de mixagem do show.

Pensei, f**** ! Na gravação de um show ao vivo, sempre você deve ter o sinal “splitado” para seu sistema, ou seja, os sinais devem vir direto dos DI´s, dos mic´s, ou dos “line out” de amps etc, dessa forma você sempre vai ter o material com a dinâmica e coloração natural dos instrumentos, voz, o ambiente, para depois na sua mixagem poder trabalhar adequando os níveis e tessitura de toda sonoridade.

Para gravar o show, utilizei um Protools HD10 linkado á porta de uma Yamaha TF5, com um  Steinberg Driver 1.7.3 que me dava até 32 tracks para gravar, porém minha necessidade foi de 24 canais. Usei um LapTop normal Positivo 4Gb RAM/2,5GHz com o PTHD10 rodando 24bit/48kHz em um Windows 8 (o que sempre me faz tremer! 🙂 ) mas o  sistema “guentou”…eu já havia gravado o show do Alien Groove (splitado) no Maio Musical com 18 tracks e foi muito bem!

Bom, na passagem de som comecei então a ver alguns  problemas, pelo fato de receber o sinal mixado da mesa, alguns sinais ex: o baixo vinha “clipando”, a voz sumia, algumas peças da bateria ora desapareciam num volume menor ou então “clipavam” do nada, além de que na hora do show o técnico iria ficar alterando os volumes mixando para o publico, ou seja eu não teria controle de nada do que entraria no Protools!

Por isso, você precisa receber o sinal “splitado” para manter todos os sinais próximo/entre  -12 a -6 dB  no ProTools, o  que garante um bom nível para a mixagem final necessária. Como não tinha outra alternativa, arrisquei a gravar da forma que estava, apenas sugerindo ao técnico uma compressão um pouco mais pesada no baixo, na caixa e no bumbo, pois eram os elementos que mais saíam fora de controle; dessa forma para efeito do audio que ia para o publico não haveria grande alteração, mas para o caminho digital que vinha para o ProTools 4 a 6 dB de compressão em media “domou” a dinâmica exagerada desses elementos! E as vozes deixamos conforme o normal, já que a pressão das vocalistas normalmente é sempre pra menos com receio de distorcer ou gerar microfonia. Então na teoria, no minimo eu teria uma boa media de volume das vozes o que não prejudicaria na minha mixagem final. Na voz, só reduzimos um pouco o reverb já que ali no CIAEI o Tr já é alto, e eu poderia fazer como fiz na mixagem; apliquei um De-Verb para eliminar o “tail” grande que somavam os reverbs natural e da mesa.  Essas ações na captação, mais a dinâmica da banda e a pouca intervenção do técnico na mixagem do PA pois a banda tinha uma dinâmica muito boa, foi suficiente para evitar os clipes e/ou  volume com dinâmicas prejudiciais. !!!

Enfim funcionou…descarregando o audio no Estúdio pude verificar o resultado, e deu para fazer uma mixagem legal, apesar de trabalhosa porque mesmo captando da forma que foi feita, houve nuances de dinâmicas muito grandes e que na mixagem final tive que retrabalhar: os volumes, as vezes até em frases da voz, ou em grupos de compassos de determinado instrumento, além de “descolorir” os timbres que vieram conforme o técnico mixou para  PA. Porém, nenhum Soundreplace foi utilizado, o som dos instrumentos principalmente o som da bateria foram todos trabalhados como manda a técnica de mixagem :

  1. Equilíbrio – relação do nível de volume entre os elementos musicais.
  2. Faixa de Freqüências – ter todas as freqüências representadas.
  3. Panorama – colocar o elemento musical no campo sonoro.
  4. Dimensão – adicionar ambiência musical ao elemento.
  5. Dinâmica – controlar o volume envelope das trilhas/instrumentos.
  6. Interesse – fazendo uma Mixagem sempre especial.

Sobre  o show… bem como prevenção acho que  vou investir em um rack de Split com 32 canais e levar sempre a tiracolo !  🙂

Aqui uma das musicas, “Manuel” sem processamento: 

vocês podem escutar a gravação como foi feita sem splitar, direto do PA para o Protools com a “pilotagem”… e clicando no link vídeo a mixagem trabalhada e finalizada adequada ao vídeo 360 montado pelo Gerson Lima Filho! (PS: O 360 pode não funcionar em iPads! Dai veja o 360 no computador pq é muito louco!!!)( Se estiver utilizando um dispositivo mobile, para visualizar o vídeo 360° abra o link utilizando o aplicativo do YouTube)

Até a próxima!

Edição de Bateria!

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EDIÇÃO DE BATERIA!

Quando gravamos e vamos para a mixagem, a bateria é o primeiro instrumento que normalmente você precisa  editar. E uma vez que é o primeiro da fila, basicamente é dai que tem a base e o andamento que vai dar a vibe da musica. Então não é nenhuma surpresa que a edição de bateria é um dos maiores trampos que os técnicos enfrentam. Mas você não deve fazer dessa tarefa algo tão “doloroso” e a bateria não deve  soar como “robotizada”/eletrônica. Aqui estão algumas observações para uma edição rápida e que poderá esclarecer uma série de questões comuns e equívocos.

  1. Sempre editar a bateria antes de gravar outros instrumentos.                                                                                                                                                       Em hipótese alguma, grave as linhas de baixo / guitarra / vocal sobre a trilha de bateria sem edita-la antes. Não deixe toda a edição para o final. Sempre edite a bateria antes para ter uma base sólida em todo o mix. Não só vai soar melhor, mas você vai economizar uma tonelada de tempo também utilizando esta estratégia.
  1. Pare de se preocupar com o ‘alinhamento’ de todas as suas faixas de bateria…                                                                                                                         Muita gente reclama que aparece entre as peças um ‘phasey’ após a edição. Vamos esclarecer isso agora: você não deve alinhar as fases de suas faixas de bateria, fazendo com que todos os mic´s estejam alinhados. Isso vai soar estranho e errado. Basta pensar em como realmente ouvimos um kit de bateria em uma sala real. Cada peça da bateria está em um local um pouco diferente. Se o baterista bate na caixa e num prato de ataque ao mesmo tempo, aqueles dois sons estarão chegando aos seus ouvidos em um tempo ligeiramente diferente. É assim que se ouve instrumentos reais em uma sala. Um exemplo ainda melhor é com microfones de sala ou “Room mic´s”. Se o seus Mic´s-Sala estão a 6 m de distancia do kit, então a forma de onda vai chegar aprox. em 18 ms  nas proximidades dos microfones. Portanto, você vai gravar esse delay que permitirá nosso cérebro reconhecer na gravação o tamanho da sala! Então, se você alinhar os transientes de cada Mic  das peças da bateria, na verdade você está criando um som não natural que não reflete o que nossos cérebros estão acostumados a ouvir. Esqueça essa condição técnica, e apenas agrupe todas as trilhas da bateria e mova-as sempre em grupo para manter individualmente essa relação de fase natural da gravação! Considere ajustar a fase apenas dos Mic´s top/esteira da caixa, porque esse som (da esteira) é que não ouvimos defasado no mundo real, além de que fisicamente podem se cancelar parcialmente! Uma sala para gravação da bateria deve ser grande, se quer “pegar” a ambiência local. Uma sala pequena e viva tem som de banheiro! É necessário pelo menos uns 50 m³ para que o tratamento com difusão e bass traps possa surtir um bom efeito. Salas menores são tão “coloridas” (má distribuição modal) que o tratamento nunca é totalmente satisfatório. Sobre Room Mic´s,  se você não tiver sala ~ mínimo 50 m³ …esqueça !
  1. Quantização…Vá em frente …quantize… mas 100% …                                                                                                                                                                       A maioria das DAW´s tem a opção de definir a quantização ‘forçada’ ao editar. É possível quantificar no grid  90% …95%, 75% …. Esqueça isso, quantize em 100%… é possível que em alguns ritmos específicos quantizar diferente de 100% funcione, mas pela minha experiência parece que fica no ar uma sensação estranha de programação e em algumas passagens soa estranha. Deixe este em 100%. Estamos em 2016 e até mesmo o ouvinte médio está habituado a ouvir a bateria 100% no grid. Às vezes até mesmo pequenas variações podem soar estranho e pouco profissional. Agora, isso não significa que tem que soar totalmente programada e robótica. Como você está editando e quantizando, você pode ter o HH ligeiramente fora do grid, e você pode deixá-lo lá. Ou talvez haja um Ataque/Condução que foi tocado entre um BD e SD  e parece não estar no grid, mas esta soando bem…deixe-o lá! O importante é sentir na extensão da musica esses efeitos e tomar a decisão, mantendo na bateria a sensação/feeling do baterista “humano” e não como uma TR 707! Dessa forma a bateria deve soar legal!
  1. Você não precisa editar tudo à mão.                                                                                                                                                                                                       Use as ferramentas disponíveis. Muita gente recorre a métodos tediosos e demorados, como cortar e ajustar/ajeitar cada batida nas peças da bateria! Pesadelo! Não se deixe intimidar por ferramentas como Beat Detective (ou outra semelhante da sua DAW). Aprenda a usar essas ferramentas e você não se arrependerá. Você tem que aprender as peculiaridades de ferramentas como o Beat Detective, porque uma vez dominadas, você reduzirá drasticamente seu tempo de edição! O computador fará tudo muito mais rápido.

Deixe sua duvida ou comentários, que retornaremos.

Valeu e até a próxima!

Novo site Pal G Studio!

  • Site “enxuto”, limpo, fácil de navegar;
  • Informações gerais sobre o Estúdio;
  • Tudo sobre os serviços que oferecemos, na área de Áudio e Acústica;
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